Fantasia Ingrata
Tu és musa bela e brilhante
Mas também és filha ingrata
Te revelastes cruel tratante
És quem de frio aos poucos mata
Quando brilhas beleza plena
Não te lembras de quem te deu?
Esquecestes? És toda Helena!
Cada cor, matiz. Tudo é meu!
Com muitos adornos te vesti
Pus tuas tintas com pincel caro
Após tantos presentes descobri
Que me largarias no desamparo
Desfilas linda tua luz errática
E a ostentas como se fosse eu
Estou triste aqui, monocromática
Esquecida no meio de um breu
Morando em realidade modesta
Em preto e branco, unidimensionada
Eu me pergunto: "O que me resta"?
Lembro que sou à fantasia fadada.