Pesquisar este blog

quarta-feira, 9 de setembro de 2015


A alegria do desencontro


Após tanto encontro, longa jornada
Desafetos, broxices, desilusão,
Chegou, enfim, a data marcada
Da noite que seria a perfeição

Ao te ver escutei várias palavras
Mas cobri todas com a minha língua
Ouvi o contrário de todas as mágoas
Pois era cansada de amor à míngua

Surda, ouvi dizer que me amava
Cega, vi meu anjo, meu amor
Estava decidida e meio tapada
“Meu príncipe”, disse interno clamor

A noite mocha achei impecável
Na falta de assunto, concluí timidez
A cada prova de amor refutável
Apaguei os lampejos de lucidez

Era apenas uma tela em branco
Na qual meu sonho se ergueu
Ignorei-te, mesmo que franco

E vivi o amor que é só meu.