A alegria do
desencontro
Após tanto encontro, longa
jornada
Desafetos, broxices, desilusão,
Chegou, enfim, a data marcada
Da noite que seria a perfeição
Ao te ver escutei várias palavras
Mas cobri todas com a minha
língua
Ouvi o contrário de todas as
mágoas
Pois era cansada de amor à míngua
Surda, ouvi dizer que me amava
Cega, vi meu anjo, meu amor
Estava decidida e meio tapada
“Meu príncipe”, disse interno
clamor
A noite mocha achei impecável
Na falta de assunto, concluí
timidez
A cada prova de amor refutável
Apaguei os lampejos de lucidez
Era apenas uma tela em branco
Na qual meu sonho se ergueu
Ignorei-te, mesmo que franco
E vivi o amor que é só meu.
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