A esperança é a última que morre
E já faz tempo que deixou minha casa
Ficou o vazio, o escuro, o porre
Última gota de uísque. Vaza
Mas sinto que algo ainda reluta
Algo vivo, forte e resistente
Olha p/ a morta, ri e refuta:
"Não és a última! Sou o sobrevivente"
Cinismo sim é o último a cessar
De todos os guerreiros, o vitorioso
Desfilando saúde veio tripudiar
A moribunda esperança, em tom jocoso
Ela levanta, sorri e abisma
Compaixosa, explica ao forte:
"Tu me és apenas um prisma
Suspiro derradeiro antes da morte".
Nasceu uma poetisa
ResponderExcluirFilha de peixe! ;)
ResponderExcluirTalentosíssima essa mulher!! Amei as poesias! São lindas =D
ResponderExcluirValeu, Gê! :*
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