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quinta-feira, 7 de março de 2013

O último riso


A esperança é a última que morre
E já faz tempo que deixou minha casa
Ficou o vazio, o escuro, o porre
Última gota de uísque. Vaza

Mas sinto que algo ainda reluta
Algo vivo, forte e resistente
Olha p/ a morta, ri e refuta:
"Não és a última! Sou o sobrevivente"

Cinismo sim é o último a cessar
De todos os guerreiros, o vitorioso
Desfilando saúde veio tripudiar
A moribunda esperança, em tom jocoso

Ela levanta, sorri e abisma
Compaixosa, explica ao forte:
"Tu me és apenas um prisma
Suspiro derradeiro antes da morte".

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