Sede
Ouve chamá-lo a boca seca
Pedindo gotas de teu suor
Bebe em desespero a tal falseta
Água salgada que a deixa pior
Água falsa que aumenta a sede
Maltrata a língua que pede mais
Sempre burra ela cai na rede
E sai da busca lascada de sais
Diz que nunca mais faz assim
Porque aprendeu na última cilada
Mas volta a sede e ela fica afim
Do suor gostoso da pele malvada.
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